AIR CONDITION | Projecto de criação e investigação de Carme Torrent e Iñaki Alvarez

 

 

© Iñaki Alvarez

Residência artística: de 1 a 15 de Novembro

Abertura de portas: 15 de Novembro | 17h00 | Sala Estúdio Teatro Campo Alegre

Com o projecto AIR CONDITION, Carme Torrent e Iñaki Alvarez propõem-se pensar a prática coreográfica para além do campo da dança, associando-a a teorias e práticas que estão relacionadas com situações, movimentos e objectos do ambiente social: um choque de elementos heterogéneos; uma mudança de pensamento que se afasta do conceito humanista de dança, entendendo a coreografia como um movimento de objectos e sistemas. Não significa isto rejeitar os corpos e as suas possibilidades, mas repensar a coreografia como equivalente a sistemas, a mecanismos e a agências – incluindo os corpos – capazes de produzir movimento. Coreografia redefinida como um meio para produzir um habitat comum entre intensidades interactivas humanas e não-humanas.

AIR CONDITION é um projecto de pesquisa que visa explorar o potencial do ar. Tornar visível o ar. Tornar o ar explícito. Criar ambientes e situações em que o ar também pode tornar-se “performer”.

Esta residência no Porto inaugura uma colaboração com João Cortesão e Sofia Pera – STILL urban design, estúdio de urbanismo que incorpora estratégias de desenho bioclimático nos seus projectos, trabalhando o clima como elemento projectual.

Esta residência é a última de um ciclo de quatro residências programadas e organizadas pelo NEC, em parceria com o Teatro Municipal do Porto dedicadas à experimentação coreográfica como prática de expansão e intercepção com outras áreas.

Ficha técnica e artística:

Projecto de investigação e criação:  Carme Torrent e  Iñaki Alvarez  em colaboração com Sofia Pera e João Cortesão ( STILL urban design )
uma coprodução do  NEC /Teatro Municipal do Porto (Porto) e Festival Salmon (Barcelona)
com o apoio de GRANER (Barcelona), OSIC (Barcelona)
agradecimentos: Ariadna Rodriguez, Luís Miguel Félix, Cristiana Rocha, Cristina Alonso.

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MODULAR | Vera Mota e Pedro Augusto (Ghuna X) | Festival Verão Azul

© José Caldeira

23 de outubro | 21h30 | Centro Cultural de Lagos

Festival VERÃO AZUL 2015 Edição VI – Enquanto no céu do sul o azul brilhar

Modular apresenta-se como um dispositivo sujeito a uma constante transformação.
Um jogo de formas e ilusão, onde o som e a luz constituem matéria privilegiada. Neste processo, os intérpretes reduzem a sua presença à operatividade deste sistema.

Criação e Interpretação: Vera Mota e Pedro Augusto (Ghuna X)
Produção e Difusão: Núcleo de Experimentação Coreográfica
Estreia: Circular – Festival de Artes Performativas de Vila do Conde (2014)

Coapresentação: ALKANTARA com o apoio DNA / Programa Europa Criativa
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HOW CAN ONE KNOW IN SUCH DARKNESS? | Portas Abertas da residência com Myriam Lefkowitz

© Pauline Hurel                                                                  montagem: Simon Ripoll Hurier

 

17 de Julho | 18h30

Sala Estúdio Teatro Municipal Campo Alegre

 

“How can one know in such darkness?” é um dispositivo coreográfico para um espectador e um performer com  duração de cerca de uma hora, que acontece em silêncio. O espectador é convidado a deitar-se no centro do palco e a fechar os olhos. A experiência consiste na percepção de um espaço multi-dimensional construído através da mediação do toque, da ativação de certos objetos e materiais, dos movimentos do performer em torno do corpo deitado, dos sons do espaço e das mudanças constantes de atenção do espectador.

Após duas semanas de residência e de diversas sessões individuais, Myriam Lefkowitz irá partilhar uma série de práticas que conseguiu identificar e desenvolver ao longo deste tempo, activando em colectivo o dispositivo criado.
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HOW CAN ONE KNOW IN SUCH DARKNESS? | Residência com Myriam Lefkowitz

© Pauline Hurel                                                      lay out: Simon Ripoll Hurier

Residência artística | 3 a 17 de julho

Encontro aberto ao público | 17 de Julho | 18h30

Sala – Estúdio Teatro Municipal Campo Alegre

O Núcleo de Experimentação Coreográfica – NEC –  em coprodução com o Teatro Municipal do Porto terá o prazer de acolher em residência a artista Myriam Lefkowitz que  irá desenvolver o seu mais recente projeto How can one know in such darkness?. Trata-se de um projecto muito singular que implica um trabalho de pesquisa individual, numa relação de um para um com cada elemento do público. Partilhamos aqui o convite da Myriam:

Olá,
Independentemente de quem sejas, tenho uma proposta para te fazer.

Uma proposta bastante simples.
Pergunto-me se estarias disposta/o a partilhar uma experiência comigo, embora não te possa contar muito sobre o seu conteúdo. Uma experiência, por definição, acontece se estivermos disponíveis para as consequências inesperadas que esta pode produzir. Quando sabemos muito sobre “o que vai acontecer” não haverá muito que “possa acontecer”.
Vamos então ver o que te posso contar.
Acontece num espaço amplo e silencioso. Há um colchão no chão com diferentes objetos à sua volta. Convido-te a deitares-te no colchão e apago as luzes. Vai durar cerca de 45 minutos.
Os ingredientes básicos que vão interagir na experiência serão o escuro, o toque, o som e o ar.
Convido-te a deitares-te, pois pretendo investigar contigo as paisagens
perceptivas e imaginárias que juntos vamos construir nesta escuridão.
Espero que o meu convite desperte a tua curiosidade.
Atenciosamente,
Myriam

A participação neste evento é gratuita mas limitada e implica uma
inscrição prévia. O convite está lançado!

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Workshop com Myriam Lefkowitz

DR

6 e 7 de julho | 10h às 13h

Sala Estúdio | Teatro Municipal Campo Alegre

 

Consegues recordar-te de algo que viste esta manhã?

A que distância estavas daquilo que viste?

Estavas em movimento? Estavas parado/a?

Os teus olhos mexiam-se? Estavam parados?

Qual era a qualidade do espaço em que estavas? Pequeno? Grande? Interior? Exterior?

Onde estavas na imagem que estavas a ver?

Nesta imagem havia algo que percepcionaste como não sendo directamente visual?

Qual era o ambiente sonoro dessa imagem?

Havia cheiro nessa imagem?

Onde estavam as tuas mãos?

Estava presente alguma sensação física nessa imagem?

Em que estado estavas? Com que humor?

Esta imagem fez-te pensar em algo?

Havia uma conexão directa entre o que estavas directamente a observar e outra coisa qualquer?

Esta imagem fez-te chegar a outra imagem?

 

O que é isto a que chamamos “percepcionar”? Qual é o conteúdo de um acto perceptivo?

O workshop vai tender a questionar estas enormes questões através da partilha e transmissão da prática de dois dispositivos experimentais:

– Walk, Hands, Eyes (a city)

– How can one know in such darkness?

Ambos são dispositivos de relação de um para um que questionam as condições para que aconteça uma experiência perceptiva alterada e aumentada.

Em Walk, Hands, Eyes (a city), que forma de geografia uma experiência perceptiva alterada recompõe? Trata-se de uma experiência perceptiva para um guia e um receptor tecendo uma relação específica entre caminhar, ver e tocar, numa cidade, durante uma hora.

Este passeio desencadeia a nossa experiência habitual de topografia urbana. No período de tempo desta experiência, parece que estamos a evoluir numa mistura entre arquitectura, realidade sensorial, histórico social de uma cidade e uma forma de espaço que a nossa percepção está a produzir. Próximo da actividade do sonho, essa experiência gera uma recomposição de um mundo através de fragmentos da realidade que de alguma forma redefine aquilo a que chamamos de “espaço”.

O workshop consistirá em transmitir as ferramentas mobilizadas na activação da caminhada principalmente baseadas em guiões visuais e de toque, com o objectivo de aumentar a elasticidade da nossa atenção sensorial e sintonizar essas atenção com um parceiro e  a cidade do Porto.

 “How can one know in such darkness?” é também uma experiência perceptiva para um receptor e um performer com duração de uma hora, em silêncio. O receptor é convidado a deitar-se no centro do palco e a fechar os olhos. A experiência consiste em criar um espaço multi dimensional construído através da mediação do toque, da activação de certos materiais, dos movimentos do intérprete em torno do corpo deitado, dos sons produzidos pelos movimentos e o espaço e a atenção do espectador.
“How can one know in such darkness?” tem como objectivo reunir as condições para que todos os elementos que compõem o ambiente possam ser percebidos como formas em movimento, em transformação, deslizando de um registo da realidade para o outro. O ambiente de How can one know in such darkness? não se pode fixar a si próprio: é difuso.

Depois de andarmos na cidade, a segunda parte do workshop consistirá em partilhar a prática desta experiência interior. Principalmente com base na ideia de animar o inanimado vamos experimentar diferentes guiões de atenção (ao espaço, materiais, objectos, ar, um corpo deitado), que tendem a estabelecer um ambiente em movimento e endereça-lo ao receptor.

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BOXING | Residência artística com Marta Bonito Cunha e Luís Vieira | Edifício AXA

Residência artística |  13 de junho a 1 de julho

Apresentações: 2 e 3 de julho |19h30

6º Piso | Edifício AXA

 

O projecto Boxing é uma espécie de perfinst – performance e instalação – de um tríptico de ambientes relacionados com aquilo a que chamamos casa, terra, cidade, esse ponto que aparece no mapa como ponto de partida ou de chegada ou de passagem. Encontramo-nos entre esses não-lugares, lugares que foram e que ainda não deixaram completamente de ser. Encontramo-nos em mudança, em mudanças, continuamente. E mesmo assim há a necessidade de cuidar, de limpar, de guardar cada objeto como cada palavra passada, esquecida, relembrada, recolhida. Há sempre alguém que parte e alguém que espera, que fica, mas depois parte, muda, empacota, embala para abalar. Existem rotas de quilómetros encolhidas e esticadas, cruzadas e desencontradas. Mais minuto menos minuto. Tudo muda.

Lotação limitada

Entrada livre Continue reading

MODULAR | Vera Mota e Pedro Augusto (Ghuna X) | Residência Artística e Apresentação

 

© Margarida Ribeiro

 

Residência Artística  |  15 a 26 de junho

Apresentação  |  28 de junho  |  19h

Sala Estúdio | Teatro Municipal Campo Alegre

 

Modular apresenta-se como um dispositivo sujeito a uma constante transformação. Um jogo de formas e ilusão, onde o som e a luz constituem matéria privilegiada. Neste processo, os intérpretes reduzem a sua presença à operatividade deste sistema.

Criação e Interpretação: Vera Mota e Pedro Augusto

Produção e difusão: NEC

Estreado em 2014 no Circular – Festival de Artes Performativas de Vila do Conde.

Bilhetes: 5€

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COREOGRAFIAS DA INVESTIGAÇÃO / INVESTIGAÇÕES COREOGRÁFICAS | Workshop com Paula Caspão

© Sebastian K. Rasmussen

16 a 19 de junho

das 17h às 20h

Sala Estúdio | Teatro Municipal Campo Alegre

 

Que tipos de encontros podem acontecer através do espaço teatral?

A proposta deste workshop é considerar o fazer artístico e a performance como práticas de investigação e afirmar, ao mesmo tempo, a investigação teórica como fazendo parte das práticas do corpo – nomeadamente cartografando as performances, as ecologias e dispositivos do fazer teórico, as suas formas de vida, a sua gestualidade e as suas economias afectivas.

Partindo assim de uma compreensão situada e relacional da investigação e da produção de conhecimento, vamos explorar, por um lado, diversas maneiras de re-ler, re-entender, re-situar e re-praticar materiais provenientes da reflexão teórica; serão por outro lado observados casos particulares de investigação artística e de “performance como investigação” no âmbito da criação coreográfica contemporânea.

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Paula Caspão é investigadora, docente, dramaturgista e artista interdisciplinar, trabalha no cruzamento das artes coreográficas com outras áreas do conhecimento. Concluiu doutoramento em filosofia/epistemologia na Universidade de Paris-10 em 2010, e é investigadora de pós-doutoramento em estudos de performance no Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa, como bolseira da FCT; é investigadora integrada no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.  Intervém frequentemente como professora convidada na Danish National School of Performing Arts, em Copenhaga, bem como no Master de Coreografia do Centre National Chorégraphique de Montpellier. Facilita workshops de dramaturgia e de práticas discursivas, coreográficas e performativas através da Europa e Austrália. Juntamente com Bojana Bauer, Ivana Müller e Joachim Hamou desenvolve actualmente INSTITUT, um grupo experimental de actividades críticas e artes performativas com base em Paris.

 

Movendo-se entre actividades diversas, investiga as modalidades de conhecimento geradas pela ficção, bem como as dimensões ficcionais implicadas na produção de conhecimento. Interessam-lhe as políticas e as economias afectivas da percepção, do pensamento, do movimento e do discurso, bem como uma abordagem crítica das modalidades de investigação artística actualmente em expansão. No âmbito do seu trabalho artístico tem vindo a relacionar materiais, metodologias e práticas díspares: conversas ouvidas em espaços públicos, previsões meteorológicas, teorias do afecto, filosofia da linguagem, política, gastronomia, histórias de animais, objectos, taxonomias botânicas, paisagens transformadas em arquivos, sons e ruídos, práticas somáticas apropriadas de forma selvagem, documentos de vários tipos e, claro, fantasmas. Colaborou com os coreógrafos João Fiadeiro (PT), Petra Sabisch (D), Alix Eynaudi (F/A), Anne Juren (F/A), Agata Maszkiewicz (PL/F), Valentina Desideri (I/F), Zoë Poluch (CA/SE), Linda Luke (AU), Hellen Sky (AU). Os seus trabalhos encontram-se publicados em revistas e antologias de artes coreográficas, filosofia e performance (Austrália, Áustria, Bélgica, Eslovénia, EUA, França, Portugal, Espanha, Suécia, Turquia); é autora do livro Relations on paper (Ghost, 2013), e co-autora/editora de The Page As a Dancing Site (Ghost, 2014).

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BRIEF ACCOUNT OF A DISAPPEARANCE | Ben Evans | NEC at Serralves em Festa 2015

 

 

©Luis Miguel Félix

 

30th may | 10h30 – 13h30 and 15h30 – 18h30
Serralves Foundation Gardens – Arboreto

Following the artistic residency held in coproduction with Teatro Municipal do Porto Rivoli . Campo Alegre, NEC invited Ben Evans to expand his proposal for the specific context of Serralves em Festa 2015. It will be an audio path which you can access during the defined schedule.

As a visitor to Serralves em Festa, you are invited to meander the grounds, listening to a description of a figure – maybe emerging from the landscape, walking beside you, becoming visible and disappearing again. Someone then begins to describe you – but they are mistaken. They have you confused with someone else. Or do they? This work by artist Ben Evans plays with presences that are real but only imagined, behaviors predicted and never actualized, performed and forgotten. Its fragility points to the power of those imperceptible forces that guide our very movements.

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