HOW CAN ONE KNOW IN SUCH DARKNESS? | Residência com Myriam Lefkowitz

© Pauline Hurel                                                      lay out: Simon Ripoll Hurier

Residência artística | 3 a 17 de julho

Encontro aberto ao público | 17 de Julho | 18h30

Sala – Estúdio Teatro Municipal Campo Alegre

O Núcleo de Experimentação Coreográfica – NEC –  em coprodução com o Teatro Municipal do Porto terá o prazer de acolher em residência a artista Myriam Lefkowitz que  irá desenvolver o seu mais recente projeto How can one know in such darkness?. Trata-se de um projecto muito singular que implica um trabalho de pesquisa individual, numa relação de um para um com cada elemento do público. Partilhamos aqui o convite da Myriam:

Olá,
Independentemente de quem sejas, tenho uma proposta para te fazer.

Uma proposta bastante simples.
Pergunto-me se estarias disposta/o a partilhar uma experiência comigo, embora não te possa contar muito sobre o seu conteúdo. Uma experiência, por definição, acontece se estivermos disponíveis para as consequências inesperadas que esta pode produzir. Quando sabemos muito sobre “o que vai acontecer” não haverá muito que “possa acontecer”.
Vamos então ver o que te posso contar.
Acontece num espaço amplo e silencioso. Há um colchão no chão com diferentes objetos à sua volta. Convido-te a deitares-te no colchão e apago as luzes. Vai durar cerca de 45 minutos.
Os ingredientes básicos que vão interagir na experiência serão o escuro, o toque, o som e o ar.
Convido-te a deitares-te, pois pretendo investigar contigo as paisagens
perceptivas e imaginárias que juntos vamos construir nesta escuridão.
Espero que o meu convite desperte a tua curiosidade.
Atenciosamente,
Myriam

A participação neste evento é gratuita mas limitada e implica uma
inscrição prévia. O convite está lançado!


Esta residência será iniciada com um workshop dirigido a artistas,
estudantes e outros interessados, no qual serão partilhadas duas
práticas: uma directamente relacionada com este trabalho, propondo-
se experimentar a prática através da sua transmissão e outra que deriva
de um trabalho anterior da artista – Walk, Hands, Eyes (a city), no qual
a relação de 1 para 1 acontece na cidade e cuja transmissão permitirá
formar novos guias deste percurso sensorial.

 

Myriam Lefkowitz  (1980), identifica-se como performer.
Desde 2010 foca a sua pesquisa em questões de atenção e perceção.
O seu trabalho tem sido apresentado em Le Mouvement, Situations, Family Business, The Center for Contemporary Art, Bienal de Veneza, Kunsteverein NY, The French Cultural Institute, L’Usine,  Nouveau Festival, Szene Salzburg e Creative Time Summit.
Em 2011, participou no mestrado de experimentação em Arte e Política, fundado por Bruno Latour e desde 2013 integra a comissão de ensino da Ciência Po Paris. É regularmente convidada para dar workshops e palestras em diversos países. Em 2014-2015, é artista em residência nos Laboratoires d’Aubervilliers (Paris), contexto no qual este projecto começou a ser criado.