D O B R A L Í N G U A, de Catarina Miranda e Jonathan Uliel Saldanha

Edifício AXA Piso 1 Auditório 21H30 |

 

Construção sonora e cénica para conjunto de vozes e espaço acústico preparado por Catarina Miranda e Jonathan Uliel Saldanha.

 

Proposta desenvolvida no seguimento do trabalho sonoro e coral de Jonathan Saldanha, centrado em aspectos de prelinguagem, sistemas, ressonância no espaço e vibração e do trabalho performativo de Catarina Miranda sobre massas de corpos em deslocação (movimento animal, auto organização).

 

Participantes:  Ágata Pinho, Ana Sofia Albuquerque, Ana Renata Polónia, Deimante Tamutyte, Ana Dora Borges, Igor Borovsky, Jorge Carvalhal, Mariya Nesvyetaylo , Mónica Amado, Natércia Vaz Marques, Sara Pereira, Sérgio Carvalho.

 

Jonathan Uliel Saldanha

Investigador, produtor e construtor sonoro, com trabalho dedicado às relações do som com os seus espectros,  territórios negativos, ressonância vocal, pré-linguagem, percussão, frequências subsónicas e Dub intracraniano. Membro fundador do colectivo SOOPA, laboratório sonoro/visual/curatorial com base no Porto e activo desde 1999. Opera nos projectos HHY & The Macumbas, U.S.S., Fujako e Beast Box. Foi co-curador do programa “SONORES – sound/space/signal” para Guimarães 2012. Tem nos últimos anos dedicado uma parte do seu trabalho à composição para massas vocais e a sua relação com espaços acústicos tendo composto a peça Radar Mass/Teufelsberg em 2010, KHŌROS ANIMA para o coro Outra Voz, Crystal Breath Autopoiesis em 2013..

Partilha de projectos e colaborou com: Badawi, Steve Mackay (The Stooges), Mark Stewart (The Mafia), Mécanosphère, MC Sensational, Luxúria Canibal entre muitos outros.

Editou a sua música nas editoras Soopa, Rotorelief, Ångström, Wordsound e Tzadik.

 

Catarina Miranda 

Desenvolve pesquisa e criação em coreografia e vídeo. O interesse sobre antropologia cultural e em especial, sobre os vestígios mais arcaicos da coreografia e do teatro, conferem um recorte para o estudo de conceitos, relacionados com a organização do corpo no tempo e no espaço (lugar), em diferentes sociedades e contextos, bem como, a possibilidade de atribuição de significado, a percursos, gestos e objectos transpostos para cena. Nas suas peças, tem vindo a abordar a “relação da pessoa com o invisível, a morte, a alteridade”, criando, a partir de espaços vazios, mapas de acção, que se desenvolvem sobre estruturas temporais cíclicas. (Ram Man/The Quiver Made of Flesh/2013, Amenta/2012, Mazezam/2012). Em trabalhos anteriores, interessou-se especialmente pelo estudo sobre intuição animal e o movimento de grandes massas em deslocação, transpondo-o então, para um espaço mediado e coreografado (Flocking-Herding-Shoaling-Swarming/ 2011 e Wudu Volcae/ 2011). No seu trabalho, tem-se vindo a debruçar, cada vez mais, sobre processos de ocultação e revelação, fazendo uso de diferentes dinâmicas de luz e de sombra. É membro dos colectivos Flocks&Shoasl (Berlim), Piso (Pt) e Gentileza (Pt), e antigo membro do Espaço Cultural AltesFinanzamt, onde organizou e apresentou os ciclos de performance “The Space Between” e “Why is there a shadow in the Kitchen” (Berlin 2010-2013).